bannersabre

Imprimir

De média estatura. Rosto triste. Pernas tortas. Dentes podres. Nasceu em família pobre. Correndo na frente da carruagem real e caindo várias vezes na lama chamou a atenção do rei. Logo caiu em suas graças. Levado a corte tornou-se bobo. Assim permaneceu durante algum tempo. Alegrava as festas, aos nobres e muitas vezes ao próprio rei nos momentos de higiene. Era inteligente
e aperfeiçou a arte de agradar, puxar o saco e mentir a mando do rei. Pregava poucas e boas aos desafetos da realeza. Logo teve grande crédito. Com o tempo, tornou-se confidente do rei, de suas intimidades e questões de estado. Era inteligente e de súbito estava dando conselhos. Cresceu. Virou nobre e foi agraciado com título nobiliárquico. Ficou entre os grandes. Cada vez mais poderoso. Distribuiu favores e perdou convenientemente inimigos, fez alianças e, o rei morreu. Seus herdeiros foram assassinados repentinamente violenta guerra civil se irrompeu. De um lado o bobo, do outro alguns nobres. Finda a guerra venceu o bobo. Aclamado novo rei. Resolveu voltar ao vilarejo onde nasceu. Nada encontrou. Todos morreram de fome. Irresignado voltou ao palácio e outorgou uma lei: - deixaria o cargo para aquele que se tornasse o melhor bobo do reino. E a escolha seria democrática. Logo, todos se vestiram de bobos e foram a disputa. No dia da eleição votaram e para surpresa de todos, muitos não votaram em si mesmos, e sim em outros. Um foi eleito rei e o rei bobo abdicou e voltou a seu vilarejo. Sabia o seu lugar. Moral da história: - Até o bobo da corte sabe o lugar dele. Será que saberemos em quem votar nas próximas eleições ou seremos obrigados a assistir as palhaçadas, mentiras, trapaças e safadezas daqueles que passaram a vida puxando-saco? Em quem você votará?